Dia do Hambúrguer: alta da carne encarece o lanche e pressiona o varejo
Dados de consumo: Dia do hambúrguer

Estudo da Neogrid revela dados de consumo de itens essenciais da cesta do hambúrguer.

No Dia Mundial do Hambúrguer, comemorado em 28 de maio, um levantamento exclusivo da Neogrid — empresa que conecta indústria, varejo e distribuidores para transformar dados em decisões na cadeia de consumo e abastecimento — revela que o lanche favorito dos brasileiros ficou mais caro nos últimos doze meses. Além disso, a análise cobre pequenos varejos, super e hipermercados e atacarejos, com dados de maio de 2025 até a primeira semana de maio de 2026.

Preço segue caminhos diferentes

A alta, porém, não foi uniforme: enquanto o hambúrguer de carne bovina subiu 12,8% (de R$ 36,64/kg para R$ 41,34/kg), por outro lado, opções como hambúrguer de salmão (-13,5%) e hambúrguer vegetariano/vegano (-3,3%) registraram queda de preço.

Ao mesmo tempo, os dados analisam os principais segmentos de hambúrguer e uma cesta ampla de ingredientes — do pão brioche ao queijo muçarela, passando por batata e condimentos — para entender o custo do hambúrguer de ponta a ponta no varejo.

Os números do hambúrguer

Entre os principais tipos de hambúrguer, o comportamento de preço foi o seguinte:

  • O hambúrguer de carne bovina subiu 12,8%, passando de R$ 36,64/kg para R$ 41,34/kg.
  • Já o hambúrguer suíno teve alta de 1,7% (de R$ 35,54/kg para R$ 36,14/kg).
  • Além disso, o hambúrguer misto avançou 4,2% (de R$ 26,83/kg para R$ 27,94/kg).
  • O hambúrguer de frango subiu 5,6% (de R$ 30,46/kg para R$ 32,17/kg).

Em contrapartida, o hambúrguer de salmão recuou 13,5% (de R$ 99,93/kg para R$ 86,42/kg) e o hambúrguer vegetariano/vegano caiu 3,3% (de R$ 84,38/kg para R$ 81,60/kg).

Carne bovina: o principal vilão da alta no preço do hambúrguer

O hambúrguer de carne bovina é o principal responsável pela alta no preço do lanche. Nesse sentido, na primeira semana de maio de 2026, o produto atingiu média de R$ 41,34/kg, após um pico de R$ 46,33/kg em janeiro do mesmo ano.

Os cortes que compõem o hambúrguer também ficaram mais caros:
O acém bovino subiu 14,3% (de R$ 35,35/kg para R$ 40,39/kg).
A costela bovina avançou 12,9% (de R$ 30,92/kg para R$ 34,90/kg).
A fraldinha bovina teve alta de 7,7% (de R$ 41,01/kg para R$ 44,16/kg).

Com isso, na prática, toda a cadeia ficou mais cara, impactando a indústria, o varejo e o consumidor final.

O pão brioche surpreende: alta de 13,3% em um ano

Além da carne, o pão brioche foi um dos itens que mais encareceu o hambúrguer. O produto acumulou alta de 13,3%, passando de R$ 35,57/kg para R$ 40,31/kg.
O pão de hambúrguer tradicional teve aumento mais moderado, de 4,1%, chegando a R$ 32,77/kg.
Esse movimento pressiona especialmente o custo do hambúrguer premium no varejo.

Batata inglesa dispara 20,2% e se destaca na cesta do hambúrguer

A batata inglesa registrou a maior alta entre os itens analisados, com aumento de 20,2%, saindo de R$ 6,43/kg para R$ 7,73/kg. Por outro lado, a batata congelada ficou praticamente estável, com leve queda de 0,5% (de R$ 21,64/kg para R$ 21,53/kg).

Da mesma forma que a batata, outros itens também apresentaram aumento de preço:

Mostarda: +8,8% (de R$ 43,48/kg para R$ 47,30/kg).

Maionese: +6,3% (de R$ 28,79/kg para R$ 30,60/kg).

Queijo muçarela: +4,2% (de R$ 71,93/kg para R$ 74,96/kg).

Queijo prato: +4,1% (de R$ 73,21/kg para R$ 76,19/kg).

Ketchup: +5,0% (de R$ 24,28/kg para R$ 25,49/kg).

Exceções: hambúrguer de salmão e vegano ficam mais baratos
Nem todos os segmentos acompanharam a alta. O hambúrguer de salmão registrou queda de 13,5%, enquanto o vegetariano/vegano recuou 3,3%. Apesar disso, essas categorias seguem com os maiores preços médios por quilo, mantendo posicionamento premium no mercado.

Planejamento de promoções e abastecimento correto no varejo
O abastecimento bem planejado é o que separa o varejista que aproveita uma data sazonal do que simplesmente a deixa passar.  Ou seja, em datas como essa, a demanda por itens específicos — da carne ao pão brioche, do ketchup à batata — sobe de forma previsível.

O consumidor que não encontra o produto na gôndola não espera: ele vai ao concorrente. Porém, o desafio vai além da disponibilidade de estoque. Nesse contexto, em um cenário de preços pressionados, o planejamento antecipado permite ao varejo identificar o melhor momento de compra, negociar volumes antes dos picos sazonais e estruturar ações promocionais mais eficientes.

Além disso, também abre espaço para trabalhar alternativas de mix com categorias em queda de preço, como o de salmão e opções veganas, protegendo margens e ampliando a competitividade. Dados de preço e comportamento de mercado transformam, assim, a gestão de categoria de uma atuação reativa para uma estratégia orientada a resultado.

Metodologia

Levantamento exclusivo da Neogrid com dados de preço médio por quilograma (R$/kg), coletados nos canais de autosserviço (AS 1–4 caixas e AS 5+ caixas) e Cash & Carry (C&C). Além disso, a análise considera as categorias com maior volume de preços no varejo. Período analisado: maio de 2025 até a primeira semana de maio de 2026.

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