Dia do Hambúrguer: cortes como fraldinha tem queda no preço de até 17,14%; queijo, alface e pão sobem

Levantamento da Neogrid mostra que o valor da fraldinha caiu de R$87,33 para R$72,36 de fevereiro a abril deste ano;

Já o queijo variou de R$ 69,93 para R$ 74,49 (6,5%) entre fevereiro e abril de 2025;

No Dia Mundial do Hambúrguer, celebrado nesta quarta (28), novo estudo da Horus, solução da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, aponta queda no preço médio de ingredientes essenciais do sanduíche no Brasil. Porém, se por um lado temos a muçarela que se destaca com a maior variação no período, com aumento de 6,5%, passando de R$ 69,93 para R$ 74,49 entre fevereiro e abril deste ano e o acém com 7% de aumento, a fraldinha aparece com uma queda de 17,14 %. Outros cortes de carne usados para preparar o prato registraram aumento de preço. Outros alimentos tradicionais que compõem o prato encareceram: a alface – historicamente um dos produtos mais acessíveis da cesta – subiu 6,23% influenciada por fatores sazonais (de R$ 6,09 para R$ R$ 6,47), enquanto o pão de hambúrguer e o bacon mostraram acréscimos mais tímidos: de 1,4% (de R$ 30,90 para R$ 31,36) e 1,3% (R$ 71,24 para R$ 72,17), respectivamente.

Somando todos os itens da cesta do hambúrguer, houve queda no preço do lanche. Em fevereiro, seria necessário desembolsar R$ 391,84, enquanto em abril R$ 383,19.

Alguns cortes também sofreram elevação de preços, como o acém bovino, que passou de R$ 36,95 para R$ 39,55 em igual período. Em contrapartida, a fraldinha obteve retração de 17,13% – a proteína viu seu preço médio cair de R$ 87,33 em fevereiro para R$ 72,36 em abri – e a carne congelada pronta para o preparo registrou queda de -3,4% (R$ 46,52 em fevereiro de 2025 para R$ 44,94 em abril deste ano), tornando-se alternativas mais acessíveis para a montagem de versões artesanais do sanduíche.

Presença dos itens no carrinho de compras

Para os consumidores, alguns ingredientes são inegociáveis – mesmo com custos mais altos. A alta presença da muçarela no carrinho de compras, com incidência de 66% em fevereiro, 66,20% em março e 62,30% em abril, e do bacon, com frequência de 36,50%, 33,90% e 30,70% no mesmo período, indica que, mesmo mais caros, o brasileiro continua sem abrir mão desses itens no preparo do hambúrguer tradicional.

“Esse cenário reforça a importância do varejo e da indústria acompanharem de perto os movimentos do consumidor”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “Identificar tendências, ajustar preços e garantir uma boa experiência de compra, especialmente em datas comemorat

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