Índice de ruptura no varejo de alimentos brasileiro cai em março

O Índice de Ruptura da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, mostra que, em março, a ausência de marcas nas prateleiras dos varejos alimentícios no Brasil chegou a 12,9% – o que representa uma redução de 0,7% na comparação com fevereiro deste ano.
Apesar da queda geral na ruptura, o açúcar, por exemplo, teve um salto de 7,4% para 8,8% no índice de ruptura em março sobre o mês anterior. Embora tenha apresentado crescimento, o percentual é inferior ao registrado em março de 2023, quando chegou a 10,8%.
A situação brasileira não é isolada no panorama mundial: de acordo com análises de traders vinculados a três das principais empresas exportadoras de açúcar do Brasil, é previsto um déficit global do produto durante a safra 2024/25.
Já o macarrão e o café vivenciaram uma situação semelhante: assinalaram um leve aumento de 0,5% no índice de ruptura em março ante fevereiro deste ano, mas, ao mesmo tempo, apontaram uma diminuição de 3,8% no indicador em relação a março de 2023.
“A queda na ruptura em março mostra maior disponibilidade de produtos nas prateleiras dos varejos alimentícios do Brasil”, explica Robson Munhoz, diretor de Customer Success da Neogrid. 
Em março deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial no Brasil, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,16% – significativamente menor do que em fevereiro de 2024 (0,83%) e março do ano passado (0,71%).
De acordo com Munhoz, ainda que tenha ocorrido uma pequena queda nas vendas em março tanto sobre fevereiro quanto ante o mesmo mês de 2023, “o varejo brasileiro como um todo está confiante de que esse movimento é parte de um cenário transitório e segue otimista em relação às perspectivas futuras do setor.” 

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