Ruptura cresce em janeiro, mas índice segue abaixo do patamar de 2025

Índice de Ruptura da Neogrid ficou em 12,5% em janeiro – aumento de 0,8 p.p. em relação a dezembro de 2025. Preços de produtos básicos como arroz, azeite e café acompanharam a alta

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, registrou 12,5% em janeiro de 2026. Uma alta de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2025, quando o índice foi de 11,7%*. 

“O avanço da ruptura em janeiro reflete o movimento típico de recomposição de estoques após a temporada de festas e férias, em que há mudanças no ritmo de produção, distribuição e consumo”, afirma Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid. “Ainda assim, quando olhamos para a comparação com janeiro do ano passado, o cenário é mais positivo, mostrando evolução na eficiência da cadeia.” 

Entre as categorias que mais apresentaram variação no período, observou-se um aumento na indisponibilidade de itens considerados essenciais na cesta de consumo. O arroz subiu a ruptura de 8,1% para 8,6% (0,5 p.p.); o azeite também registrou alta, passando de 9,6% para 10,4% (0,8 p.p.). De forma similar, o café teve variação de 0,8 p.p. com a indisponibilidade saindo de 4,7% para 5,5%. 

Arroz

A ruptura do arroz subiu para 8,6% em janeiro de 2026, frente a 8,1% em dezembro. O índice saiu de 5,4% em outubro e passou para 7,4% em novembro e 8,1% em dezembro, mantendo uma trajetória de alta no início de 2026. Em relação aos preços, o arroz integral registrou leve alta de 1,6%, subindo de R$ 11,12 em dezembro para R$ 11,30 em janeiro. Em contrapartida, o arroz branco apresentou recuo de 0,9% no período, ao cair de R$ 5,32 para R$ 5,27.

 

 

Ruptura arroz

Azeite

O azeite também registrou aumento na ruptura, passando de 9,6% em dezembro para 10,4% em janeiro. Esse foi o maior patamar desde outubro de 2025, quando o índice foi de 9,8%. Em relação aos preços, o azeite de oliva extravirgem apresentou leve alta de 1,1%, indo de R$ 92,64 em dezembro para R$ 93,73 em janeiro. Já o azeite de oliva virgem seguiu em direção oposta, com recuo de 1,2%, ao cair de R$ 75,18 para R$ 74,23 no mesmo período.

Ruptura azeite

Café

O café registrou alta tanto na ruptura quanto nos preços em janeiro. O índice saltou de 4,7% em dezembro para 5,5% no primeiro mês de 2026. No mesmo período, os preços apresentaram elevação moderada. O café em grãos subiu 0,3%, passando de R$ 149,61 para R$ 150,19 o quilo. Enquanto o café em pó registrou aumento de 0,7%, ao variar de R$ 83,28 para R$ 83,88.

*Estudo mais robusto e ampliação da base de dados 

A partir deste mês, o estudo da Neogrid passa a contar com uma base ainda mais ampla e detalhadade SKUs monitorados. A maior abrangência torna a análise mais granular e aderente à realidade das categorias, oferecendo uma leitura ainda mais completa e robusta do comportamento do varejo. Com a exansão do escopo, a série histórica – a partir de outubro de 2025 – foi recalibrada.  

Além disso, a Neogrid disponibiliza o Painel de Insights, um panorama mensal com os principais indicadores da cesta do shopper e de ruptura no varejo de bens de consumo brasileiro. A iniciativa oferece uma visão estratégica do comportamento de consumo e da dinâmica de ruptura, apoiando varejistas, indústrias e distribuidores na tomada de decisões para impulsionar performance, abastecimento e execução no ponto de venda. Acesse aqui. 

O que é ruptura?

Ruptura é um indicador que mostra a porcentagem de itens em falta em relação ao total de itens de uma loja considerando o catálogo total de produtos. Por exemplo: se um varejo vende 10 marcas de água mineral de 500 ml e uma delas está sem estoque, a ruptura desse produto é de 10%. Calculado com base no mix de cada loja, o índice não considera o histórico de vendas e independe da demanda.

Outro exemplo de ruptura pode ser observado quando o arroz parboilizado deixa de estar disponível no estoque da loja e outros tipos, como o integral, agulhinha ou arbóreo, continuam disponíveis. Em todos os casos, o termo “estoque” considera todo o espaço físico do varejo, incluindo a gôndola e o local de armazenagem para produtos ainda não disponíveis na prateleira.

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