Reposição colaborativa: tecnologia ideal amplia a competitividade

Já pensou em calcular o giro de estoque, produto por produto, loja por loja, e ainda por cima alinhar a tendência de consumo com o planejamento de produção? Parece coisa de outro mundo, mas não é! Esse é um dos princípios da reposição colaborativa, que segue a metodologia CPFR (Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment).

Ela prevê o planejamento e reposição do estoque a partir de um processo integrado, mirando maior lucratividade e eficiência operacional dos agentes da cadeia de suprimentos (supply chain). Mas para esse processo ser fluído e menos dispendioso, só mesmo adotando tecnologia de ponta, com recursos que contribuam para essa nova oportunidade ao varejo e indústria, como você já viu aqui no blog.

O primeiro passo para caminhar no sentido da reposição colaborativa é aumentar o nível de maturidade de gestão entre os elos da cadeia de suprimentos. “A reposição colaborativa parte do pressuposto que você está abrindo informações para o seu fornecedor, e ele começa a ver se o produto vende bem ou não”, alerta Leonardo Guerin, especialista em supply chain. Por conta desses e outros desafios (como abrir os dados para o fornecedor de forma segura e estruturada), esse alinhamento é fundamental.

O segundo importante passo é a seleção de um parceiro qualificado para fornecer uma solução tecnológica robusta e especializada, que dê o suporte necessário para essa troca de informações. Ela será determinante para a sequência das etapas do planejamento integrado, ampliando a competitividade e a margem de lucro dos envolvidos.

Veja quais características essa ferramenta deve ter para apoiar o processo de reposição colaborativa adequadamente:

  • Integração de informações dos parceiros envolvidos: a troca de informações sobre o estoque entre os elos da cadeia garante a disponibilidade do produto na gôndola. A indústria consegue adequar sua produção sem inflar o estoque do distribuidor ou do varejista por conseguir identificar o movimento de consumo. O sistema deve armazenar essas informações e gerar relatórios para análises mais profundas.
  • Cálculos precisos: a ferramenta precisa ser integrada aos mecanismos de Business Intelligence (BI) para entregar dados consolidados e precisos, como a previsão de vendas e níveis de estoque, além de fornecer indicadores de processo. Pode ainda sugerir o abastecimento do estoque, a partir de cálculos que tenham como parâmetro o comportamento do consumidor na gôndola.
  • Workflow de colaboração: o sistema deve garantir um fluxo de trabalho que facilite a evolução das etapas, com segurança e fácil acesso. Por exemplo: em uma tela, o analista da indústria recebe um alerta do sistema e verifica que é hora de enviar mais produtos para determinada loja. Com isso, ele já pode elaborar um pedido automaticamente e passar para o varejista aprovar. Na outra ponta, o varejista recebe outro alerta e aprova (ou ajusta) o pedido. Essa dinâmica agiliza muito o processo e eleva o nível de serviço prestado pela cadeia.
  • Infraestrutura completa: observe ainda se a solução encontrada dispõe de serviços de infraestrutura de TI (banco de dados, servidor e mecanismos para trafegar arquivos, no modelo de Cloud Computing, que é o armazenamento na nuvem). Isso evita que sua empresa se preocupe com a instalação e manutenção de estrutura própria.

A tecnologia especializada na cadeia de suprimentos atua no centro dessa operação integrada. Dessa forma, facilita o acesso de informações consolidadas quanto à movimentação na gôndola alinhando a tendência de consumo com o planejamento de produção. Isso contribui para melhores índices de produtividade, trazendo maior margem e eficiência operacional.

Continue acompanhando nosso blog para conhecer outras vantagens competitivas que a reposição colaborativa pode trazer ao seu negócio.

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