
O gerenciamento de estoques é um dos pontos mais sensíveis da relação entre indústria e varejo. Nesse contexto, quando falhas acontecem — seja por ruptura, excesso de produtos ou baixa visibilidade — os impactos são diretos nas vendas, nos custos e no nível de serviço. Por isso, o Vendor Managed Inventory (VMI) surge como uma estratégia relevante para organizar o fluxo de reposição e distribuir melhor as responsabilidades ao longo da cadeia.
Na prática, o VMI consiste em delegar ao fornecedor a responsabilidade de monitorar os níveis de estoque do varejista e planejar o reabastecimento com base em dados reais de venda e consumo.
Ainda assim, esse modelo pode até funcionar de forma manual, com trocas de planilhas por e-mail ou visitas presenciais ao ponto de venda para conferência de estoque. No entanto, esse tipo de operação tende a ser limitado, pouco escalável e altamente suscetível a erros.
Para que o VMI alcance seu potencial máximo, a tecnologia deixa de ser um apoio opcional e passa a ser um elemento central da estratégia.
Isso porque sistemas específicos permitem automatizar cálculos, integrar dados e oferecer uma visão clara e compartilhada da operação para indústria e varejo. A seguir, confira alguns dos principais ganhos proporcionados pelo uso de tecnologia no VMI.
#1 Padronização de indicadores
Quando indústria e varejo compartilham a gestão do estoque, é essencial que ambos interpretem os dados da mesma forma.
Uma solução tecnológica de VMI exige — e viabiliza — a definição conjunta de indicadores, garantindo que todos acompanhem os mesmos números, com os mesmos critérios.
Isso reduz ruídos na comunicação, aumenta a transparência e melhora o alinhamento das decisões.
#2 Automatização e simplificação de processos
Plataformas de VMI permitem a coleta automatizada de dados diretamente no ponto de venda e o envio recorrente das informações de estoque e vendas ao fornecedor.
Esse fluxo contínuo elimina atividades manuais, reduz o risco de falhas operacionais e torna o processo de reposição mais ágil e confiável.
Além disso, muitos parâmetros da operação — como preços, regras comerciais e limites de estoque — já ficam previamente definidos e registrados no sistema.
Com isso, a aprovação de pedidos se torna mais simples, e a reposição pode ocorrer com maior autonomia. O varejista ganha tempo ao deixar de repetir tarefas operacionais e consegue direcionar seus esforços para ações mais estratégicas.
#3 Integração de dados
Ao centralizar e integrar dados de vendas e estoque, a tecnologia de VMI oferece ao fornecedor uma base sólida para planejar o reabastecimento. Os pedidos passam a considerar automaticamente variáveis como previsão de demanda, níveis mínimo e máximo de estoque, estoque de segurança, nível de serviço e até fatores sazonais.
Esse tipo de integração torna a reposição mais precisa, reduz excessos e rupturas e contribui para um fluxo mais equilibrado ao longo da cadeia de suprimentos.
#4 Gerar relatórios de performance
Por fim, uma operação eficiente depende de métricas claras. Soluções tecnológicas voltadas ao VMI permitem a geração de relatórios com indicadores de performance, como cobertura de estoque, giro e frequência média de pedidos. Dessa forma, indústria e varejo conseguem a avaliar a eficiência do modelo adotado e a identificar oportunidades de melhoria contínua.
Outro ponto relevante é o ganho de produtividade: informações que antes exigiam tempo e esforço para serem consolidadas passam a estar organizadas e disponíveis em poucos cliques, dentro de uma única plataforma.
Modernizar o controle de estoques por meio da tecnologia é uma resposta direta às exigências do mercado atual, marcado por alto volume de dados e pressão por eficiência operacional. No VMI, a tecnologia não apenas viabiliza o modelo, mas amplia seus resultados, tornando a gestão mais previsível, integrada e orientada por dados.
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